Prédios famosos por terem dado errado!


A importância de projetos na Engenharia Civil é amplamente conhecida, além suportada por lei, mas apenas a existência de um projeto não garante o sucesso da obra, é importante atentar para a qualidade que ele tem.

Os casos que você conhecerá a seguir tiveram projetos falhos, ou ainda, os projetos não foram seguidos à risca.

1. Hotel Hyatt Kansas City

Na época de sua construção o hotel era o mais alto do estado de Missouri e, além disso, ostentava amplas e luxuosas instalações, tornando-se objeto da curiosidade do público e de organizadores de eventos.

No dia 17 de julho de 1981, um concurso de dança acontecia no átrio do Hyatt quando as passarelas do segundo e quarto andar colapsaram. Estima-se que, no momento do incidente, havia cerca de 2000 pessoas no hotel.

O projeto do hotel previa a construção de três passarelas – no segundo, terceiro e quarto andar que ligariam os átrios do prédio. No projeto inicial, as passarelas seriam ligas ao teto por 3 pares de tirantes contínuos que, abaixo do quarto andar seriam presos de forma a sustentar a passarela do segundo andar.

No entanto, após reclamações da empresa contratada para executar as estruturas metálicas do hotel, o projeto foi alterado. Com as mudanças realizadas, a carga sobre o quarto andar dobrou em relação à calculada inicialmente, de forma que a estrutura final mal suportava o próprio peso, quanto mais a movimentação de grande quantidade de pessoas, como aconteceu no dia do evento de dança.

2. Lotus Riverside

Em 2009, um dos prédios de um complexo residencial em Xangai tombou, mas continuou inteiro. O curioso incidente aconteceu porque o projeto previa a escavação do lado sul do prédio, para que ali fosse construída uma garagem subterrânea. O problema começou quando os construtores, contrariando os engenheiros responsáveis, insistiram em acumular a terra escavada no lado norte do prédio.

Quando começou a chover, a terra acumulada fez com que um leito próximo corresse para baixo do prédio, transformando a fundação em um lamaçal instável.

3. Ciclovia Tim Maia

Em 2016, um trecho – cerca de 26 metros de extensão - da ciclovia Tim Maia desabou três meses depois de sua inauguração. A onda que causou o acidente atingiu a pista de baixo para cima, uma condição que não havia sido considerada durante os cálculos estruturais do projeto, que foi pensando para que os pilares pudessem ser atingidos e suportar ondas de dois metros e meio de altura.

Neste caso, o estudo preliminar a ser executado tem função muito mais específica e aprofundada, já que precisa levar em consideração a influência do mar sobre a estrutura. Outro fator que dificulta que a execução de projetos de estruturas desse tipo seja completamente segura é a falta de normas brasileiras que determinem com exatidão os esforços que devem ser considerados nesses casos.

4. Citicorp Center

À primeira vista, o diferencial deste edifício é o topo, que forma um ãngulo de 45°, no entanto, a grande curiosidade sobre ele é a base. O prédio é sustentado por 4 pilares localizados no centro de cada face - o convencional é que os pilares estejam nos cantos – e foi assim construído para abrigar a igreja luterana St. Peter, que ocupava uma parte do local de construção.

Um ano após a construção do Citicorp Center, o engenheiro William LeMessurier, responsável pelo projeto estrutural do prédio, foi contatado por um estudante de arquitetura que o questionou sobre a possibilidade de queda do prédio devido à ação de ventos que o atingissem nos cantos. O engenheiro checou os cálculos feitos e comparou a velocidade de ventos que o prédio poderia suportar com os dados meteorológicos e concluiu que a cada 55 anos Nova Iorque poderia ser atingida por uma tempestade forte o bastante para derrubar o edifício.

A solução encontrada foi a de soldar as juntas da estrutura, que inicialmente eram apenas parafusadas, a fim de reforça-la. Todo o processo de correção em período noturno, para evitar grandes alardes sobre o caso.

5. Vdara Hotel

O hotel construído em 2009 cria um fenômeno apelidado pelos funcionários de “Raio da Morte”, que é o calor excessivo na área da piscina. Com a fachada de vidro, o prédio foi construído em um formato côncavo que, ao receber incidência solar, concentra o calor em uma área específica, criando um enorme desconforto para os visitantes.

Durante a construção do prédio, os engenheiros previram o problema e um revestimento foi colocado sobre o vidro da fachada, mas isso não foi o suficiente para evitar a formação dos bolsões de calor. A solução encontrada pela gerência do hotel foi aumentar as áreas de sombra próximas à piscina.

Gostou de conhecer esses fails da Engenharia? Já conhecia algum deles?

Comente outras falhas notórias que ficaram fora desta lista!

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Fontes:

https://engenhariacivilfsp.files.wordpress.com/2015/09/grupo-marta-trabalho-do-leandro-hyatt-regency.pdf

https://hypescience.com/predio-de-13-andares-cai-como-uma-arvore/

https://www.cracked.com/article_19682_5-most-embarrassing-architectural-failures.html

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/acidente-na-ciclovia-tim-maia-poderia-ter-sido-evitado_13614_10_0

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-05/crea-rj-falha-de-projeto-foi-uma-causas-do-desabamento-de-ciclovia-no-rio

http://www.slate.com/blogs/the_eye/2014/04/17/the_citicorp_tower_design_flaw_that_could_have_wiped_out_the_skyscraper.html

http://www.engineersjournal.ie/2015/12/08/citicorp-centre-tower-failure-averted/

https://hypescience.com/hotel-em-las-vegas-cria-acidentalmente-um-%E2%80%9Craio-da-morte%E2%80%9D-que-queima-hospede/

https://gizmodo.uol.com.br/maiores-erros-arquitetonicos-historia/

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